se tu lutas tu conquistas

"Vou sorrir, vou chorar, viver. Lutar, sofrer pra dizer o que vem lá da alma. Vai dizer que não chorou, que nunca amou, que isso tudo é coisa rara."

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November 25th, 2008

Até quando durar....


Acho que estou começando a me entender. Não sei se isso é um abismo sem fim e não sei quanto tempo vai durar até eu estar perdida, mas é bom. É bom me entender assim, mesmo que seja pouco, de leve, sem o peso de um dia inteiro pela frente.

É bom poder ser expontanea e não medir as palavras, dizer o que quero dizer e como quero. Até quando durar...

 



Posted by Lucie at 04:09 PM on November 25, 2008 in .

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November 20th, 2008

Fragmentos


A agua escorria pelo seu corpo, parecia lenta, suas particulas se misturavam com as lagrimas e se desfaziam no chão com o resto de sujeira que saia dela. Essa agua suja, que limpa a superficie, que leva tudo embora. Pena não levar tudo que vivi,pensava. Desejava ser uma folha em branco novamente. Mas as experiências a consumiam e o medo já era seu ponto de partida, sempre. Esse medo, ah esse medo. Quando ele chega, acaba-se. Acaba-se a entrega. A entrega nunca mais é verdadeira. De corpo e alma. Desejava do fundo de seu coração ser uma folha em branco. Mas no entanto.



Posted by Lucie at 09:53 PM on November 20, 2008 in .

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November 17th, 2008

Saudade Piracicaba


De volta a cidade cinza. Ao trânsito. As milhares de pessoas que me cruzam o caminho todos os dias. De volta a correria, quando chego já tenho que ir, sair mais cedo pra dar tempo de ir pra aula, correr a noite pra dar tempo de lavar a roupa. Tudo aqui é corrida. Meu corpo acelera, sempre. De volta a saudade diária da minha familia, a saudade da tranquilidade da minha cidade. Da cor da minha cidade. Das pessoas. De tudo. Saudade do kung fu, sempre, essa eterna saudade.

 

"Existe uma previdência especial até na queda de um pássaro.
Se é agora, não vai ser depois;
Se não for depois, será agora;
Se não for agora, será a qualquer hora.
Estar preparado é tudo.
Se ninguém é dono de nada do que deixa, que importa a hora de deixá-lo? Seja lá o que for!"  (Hamlet)



Posted by Lucie at 11:08 AM on November 17, 2008 in .

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November 8th, 2008

sunlight


E num feixe de luz, tudo pareceu  um pouco cinza demais pra ser verdade. Foi um calor de verão tão suportável, e corria na pele aquela coisa estranha e única. Me vi no espelho como quem olha a alma. Meus olhos me viam como nunca. Eu podia. Eu podia ver nossa alma. E as flores. O sol. O aperto no peito. Vontade de abraçar a vida. O momento. Senti-me tão leve, tão mais. Desfiz-me sem pensar em nada. Senti o que era a vida correndo na veia, a vida que nascia e morria, sucessivamente. E parei um minuto para pensar naquilo e em tudo. Porque depois que as experiências passam na vida você percebe que alguns momentos são únicos. E só a experiência ensina a fazer ver. Saber ver o que foi único.  E  é com esses olhos que eu vejo tudo com tanta clareza e eu não sei como explicar, eu só sinto. Só sinto essa leveza que me toma pelos braços e me leva pra algum lugar longe e me faz esquecer dos problemas pequenos. Não há barreiras dentro de mim, por mais que essas barreiras sejam ditas e existam em mim elas não são nada. Nada. Isso é tão irracional como pular no mar da prainha sem medo de se afogar. Sem medo. Essa falta de medo que não se explica. Essa paz que isso me trouxe que vem do nada. E do nada ela vive. Vive dentro de mim. E brota uma coisa assim feita de pitangas vermelhas e amarelas sob o sol. Como uma maré de algo que ainda vem. Ainda vem. E as ondas me levam. Me levam de volta e eu sigo. Sigo a onda. E assim, dizendo a mim mesma com a maior sinceridade do mundo – a minha pra mim mesma.

 

 

“Não se pode comer um bolo sem o perder” Fernando Pessoa



Posted by Lucie at 06:07 PM on November 8, 2008 in .

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November 4th, 2008


Há uma linha tênue entre o prazer e a dor. Na verdade isso possui um significado muito mais profundo do que possa parecer. Entretanto, hoje é bem simples. Quando se ultrapassa essa linha tênue, o corpo todo se tenciona, há uma dispersão da energia do baixo ventre e a respiração não é mais um círculo sem fim. Tudo na vida tem um sentido, e eu aprendi a me deixar sangrar. Isso tudo para me refazer inteira. E as lágrimas são para me lembrar que eu ainda estou viva, que respiro como criança, e que sou eu, sempre, a todo instante, em cada toque, em cada movimento, sou eu quem está ali, quem se impõe, quem diz quem é e o que quer. E hoje, eu nunca tive tanta certeza.



Posted by Amelie at 10:26 PM on November 4, 2008 in .

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