se tu lutas tu conquistas

"Vou sorrir, vou chorar, viver. Lutar, sofrer pra dizer o que vem lá da alma. Vai dizer que não chorou, que nunca amou, que isso tudo é coisa rara."

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November 18th, 2009


Quando penso nesse ano que quase já passou, algumas coisas me assustam. Não quero voltar ao mesmo ponto de partida de novo. Não sentir de novo esta sendo um fardo. Deixei tudo de lado por covardia, eu sei. Tudo culpa minha. Eu só não queria nada que fosse forçado, as vezes o não-dizer também diz muito, então me calei. Passou numa brisa leve, foi um sinal bonito, nem sei dizer o que restou disso tudo dentro de mim. Tenho a sensação de leveza também, mas ainda não sei decifrar nada por enquanto. Um dia vou saber, eu sei. Mas de novo, tenho toda atenção do mundo de outros sobre mim. Telefone, e-mail, mensagens, encontros. Nada me preenche. De novo. De novo nessa vida.

Eu não quero mais.



Posted by Lucie at 01:44 PM on November 18, 2009 in .

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November 12th, 2009

A gente vira criança as vezes.


Eu precisava muito escrever hoje aqui. Uma vez eu escrevi um conto. Nunca postei. Não sei porque. Num trecho dele dizia que eu poderia colocar esse dia numa garrafa e jogar no mar, pra que, quem achasse essa  garrafa, teria essa alegria de viver que estou tendo hoje. E como tenho mania de escrever quando estou pensativa ou triste, na melancolia, decidi escrever hoje uma coisa assim mais bonitinha. Hoje eu me sinto tão bem. Alegre sabe? achando tudo muito bonito, tudo muito enfeitadinho.

Gosto quando eu viro criança assim. Dá vontade de dar o mundo dentro da gente. Vontade de encher de apertos todos os cachorros do mundo.

 

Carinho gostoso esse que estou sentindo hoje. Vontade de rir e ficar aproveitando essas coisinha gostosa fazendo cócegas no peito.

 

Já disse uma vez que..

 

...a gente vira criança as vezes.

 

É verdade.



Posted by Lucie at 12:55 PM on November 12, 2009 in .

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November 10th, 2009

Fragilidade.


Hoje eu vi um atropelamento. De uma mulher.

Percebi o quanto a vida é fragil e que na pressa de chegar a algum lugar ela chegou foi em lugar algum. Nem sei. Não gosto de ver essas coisas. Mas ouvi o barulho ensurdecedor, o grito, o corpo caindo. Terrivel.

Pensei na minha familia. Pensei nas coisas que eu queria dizer para uma pessoa e não digo. Pareceu tudo menos complicado sabe? deu vontade de pegar o telefone e dizer: eu gosto de você, de verdade. que era só pra ele saber mesmo.  Porque a vida é assim tão fragil né?! nem sei daqui 2 horas, nem amanha, não sei. Mas senti uma vontade enorme disso. Minha covardia me calou.

E eu aqui, calada estou, com o grito dentro do peito.

E percebi o quanto a vida é fragil mesmo. De verdade. Pensei no quanto a gente deveria viver o dia como se ele fosse o ultimo.

Um dia vai ser mesmo.



Posted by Lucie at 04:01 PM on November 10, 2009 in .

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November 5th, 2009

Quero fazer contigo o que a primavera faz com as cerejeiras.


"Quiero hacer contigo lo que la primavera hace con las cerezas".

Pablo Neruda.

 

Quem entende, simplesmente entende.

 

 



Posted by Amelie at 10:02 PM on November 5, 2009 in .

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October 27th, 2009

Nesnesitelná lehkost bytí.


Uma vez você me disse que eu era muito mais forte do que você. Mesmo no meio da tempestade, disse outra vez “você é muito mais forte que eu”. E eu te olhei com os olhos de verdade, desnuda, crua, carne viva. E hoje eu vejo, sim, eu sempre soube. No fundo eu sei dos teus infernos, sei das minhas misérias, e sei, como sei, das nossas fraquezas. Eu não me culpo, nem te culpo. Era o que você sabia fazer. Era o que você era, o seu enredo. E eu o que sou. Em todo instante, eu fui e fiz o que era pra ser meu, tudo tinha a minha marca, meus sinais. Estive presente em cada segundo, peguei o que me pertencia e foi isso. Fui embora como quem parte para o novo mundo. E te expulsei, com um misto de tristeza e boa vontade. Minha força me revolta às vezes. Queria ser fraca como todo mundo e chorar no escuro da noite confessando meus pecados para o Deus. Mas não consigo. Dá raiva. Mas sempre foi assim. Será que minha fraqueza se esconde? Será que no julgamento de mim mesma me abrirei toda como para libertação de um choro não chorado? Ou será que sou assim? Tão... tão...carne viva.

Carne lógica, e viva humana.

E de meus abismos eu sei tanto não é mesmo? Me jogo, escancarada. E não tenho medo de cair. Porque será que nunca tenho medo? De onde vem essa força? De onde vem essa batida tão forte? Não sei. Minha racionalidade me apavora. Eu que sempre fui sangue vivo vejo hoje desse sangue uma lógica que não o destrói mas por vezes o desumaniza. E o que seria o sangue humanizado? A falta de força? O exposto da carne? Queria me expor como carne crua num dia quente repleta de moscas ao redor, para sentir o mais cru que é ser humana sem os recônditos da alma. Sabe, quando se é tanto o momento que não se pode eternizá-lo? Mesmo que ele seja sujo, quando ele é inteiro, ele é.

Isso me faz pensar em outras coisas.

Achava tão lindo não ter mais o peso de eternizar os momentos que esqueci o quanto eles podem ser vazios. E o que eu tanto eternizava, aqueles momentos tão lindos, aquele amor que eu tive, tão poético, de música cantada na ponta da cama no meio de uma madrugada de inverno, eu os profanei por serem eternos demais, tão eternos que já estavam se eternizando antes mesmo de acontecer. Eu os profanei. Tão tola.

E depois de tudo, se não fossem tão mais... vivos, porque então é o que eu mais me lembro? Você dizia ser amor profano, sujo... tolinho. Sabe que o Deus está vendo não? Não com olhos de julgamentos, mas de pena por ti. Mas no fundo você se liberta, todo mundo se liberta, graças a Deus.

E eu tão abruptamente me libertei, como quando depois de um mergulho sufocador se volta para puxar o ar, sim, eu me libertei. Da minha culpa, de todos do meu passado que por vezes me assombravam, me cutucavam. Até a ferida deles cicatrizou. E nem pedidos de perdão eu precisei fazer, uma vez que a vida me perdoou com tanta doçura que foi tudo desnecessário, tudo tudo. Tudo ficou para trás, com o vento que me encontrou de frente na noite mais doce e quente do mundo, em que nada tinha para se eternizar e que entretanto tudo se fez mais eterno.

E o mundo sem ti meu caro, é cheio de borboletas, ou acácias amarelas como diz minha amada Clarice. Contigo foi cheio de flores, sim, lindas flores. E sem você, ah... as flores tem um aroma outro, uma cor outra, viva como o verde dos olhos mais lindos e forte como quando a gente acorda com a janela escancarada de madrugadinha sem saber quem abriu. Sim, a janela se abriu. Escancarou-se toda para o novo vento da manhã. E esse vento, que é tão tão leve e gelado, já é de brisa nova, como se lavasse a minha alma, me livrasse de todos os meus pecados, de todas as minhas faltas e me desse uma nova chance para continuar a música. E sim, muitos sim. Estou preparada para tudo de novo, e estou aberta agora, só agora neste instante, para tirar de tudo de dentro que há pra me oferecer. O caminho é tão farto, tão vivo, que me enche a alma, me encharca por dentro, me esquenta.

Pode abrir a janela meu bem, que eu estou pronta.



Posted by Amelie at 10:15 PM on October 27, 2009 in .

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October 26th, 2009


Queria poder escrever tudo em diminutivo hoje. Me veio essa vontade doida de estar tão de bem com o mundo. De certa forma eu me sinto um pouco, bem de levinho.

Mas tem essas coisas que eu vivo a fugir. Não quero pensar, quero que o pensamento se desmonte na minha mente. Mas é difícil. Sei que nas vezes em que fui eu mesma inteiramente, sempre tive dificuldade no caminho, é verdade. As coisas fáceis de se enfrentar nunca tem muita graça né?! E também não trás nenhuma paz, a indiferença. Sei que é pior, eu sei sim. Mas só por hoje queria sentir um pouco mais de indiferença. Que coisa mais irônica esses meus desejos que mudam de hora em hora. Sei que daqui 1 hora eu posso mudar de idéia. Mas o que eu sinto é tão difícil de mudar. Vou te falar, não tem sido fácil. Mas me sinto segura de mim, isso é bom. Mas essas coisas eu tenho que enfrentar, acho que estou. Cheia de achismos. Mas penso que viver de verdade, sentir, chorar, ser feliz.....não tem preço. Por isso que eu acordo assim as vezes, meio triste, mas satisfeita comigo mesma. Satisfeita com o que eu sinto, mesmo que seja uma despedida. É uma despedida bonita. E vem esse ventinho com gosto de chuva nova , que me trás paz, me faz ver todas as coisinhas com mais claridade. Vem me dizer e me leva pra um lugar onde eu possa entender tudo isso. Onde eu possa olhar nos teus olhos e ter certeza que nada disso foi em vão.

E então no final dos finais,

me re-encontrar e

          começar.      

     Re-começar.



Posted by Lucie at 10:59 PM on October 26, 2009 in .

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